Entrevista com Mila Wander

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A Camila Vila Nova Wanderley, mais conhecida como Mila Wander é uma escritora brasileira, recifense, de 25 anos, que se divide a paixão por escrever entre ser Maquiadora Profissional e Pedagoga. Seu primeiro livro público foi “Meu conselheiro de Luz“, mas a maioria de nós a conhece pelo romance erótico Despedida de Solteira, que possuí três volumes! Outros projetos que podemos conferir da Mila são Dominados (seu trabalho mais res=cente a ser lançado) e Diário de uma Cúmplice que tem previsão para Julho desse ano! Para conhecer mais da autora acessem o site oficial!

Além disso, queria dizer que a Mila é uma fofa <3 super disponível tanto para os fãs como para os blogs, ela topou conversar com a gente e você conferem por cá um pouco mais sobra a autora ;)! Mila, super obrigada pelo carinho e disponibilidade!

1. Primeiro, gostaria que você contasse um pouco para gente sobre você, como a paixão por escrever surgiu e quais são suas referencias literárias.
Primeiramente sou uma leitora assídua. Desde a minha adolescência encontrei nos livros um refúgio maravilhoso. Depois que comecei a escrever pequenos textos, poesias e etc., percebi que podia também contar as minhas histórias, não apenas lê-las. Assim que comecei a escrever, teve início também a minha história de amor com as palavras. As minhas referências são bem variadas. Nomes como a Agatha Christie, André Vianco, Meg Cabot e Dan Brown fizeram parte do meu gosto pela leitura e escrita.

2. Qual foi o primeiro livro que você leu e como ele impactou a sua vida?
Os Sete, do André Vianco. Nossa, foi como encontrar um grande amor! Não fazia ideia de que os livros tinham a capacidade de nos fazer viajar sem sair do lugar.

os-sete andre vianco

3. Como costuma ser seu processo de criação? Tem algum ritual que acredita ser imprescindível?
Acredito que o meu único ritual é abrir o programa, ver a tela em branco e sentir a necessidade quase sufocante de preenchê-la. Sou uma escritora jardineira, ou seja, deixo cada palavra brotar lentamente. Não costumo fazer planos e nem projetar capítulos. Minhas ideias surgem e eu costumo dar ouvidos a elas.

4. Sabemos que a cultura brasileira sofre um grande impacto de culturas internacionais. Qual é o maior desafio de ser uma autora brasileira? Conseguir espaço dentro de editoras ou conquistar os fãs que estão acostumados a pensar que apenas autores estrangeiros possuem qualidade?
Acredito que seja um misto de problemas e desafios. Nosso país valoriza pouco o escritor, e não apenas os leitores fazem parte disso. As editoras não ajudam – muitas vezes cobram horrorres para publicar e não fazem o processo de edição como se deve -, algumas livrarias não acreditam em nós e o leitor, por fim, tem receio de obter um livro nacional justamente porque o que sai como produto final acaba não sendo satisfatório. Além do preço alto, que também é um fator prejudicial. O próprio governo também não toma iniciativa efetiva de valorizar o profissional escritor.

 5. Você sofreu preconceitos ou recebeu ataques por escrever new adult?
Nunca recebi nenhum ataque direto, ainda bem. Preconceito sempre acontece, mas tento passar por cima disso. Acredito muito no que faço! O respeito que conquistei dos leitores permitiu que eu mantivesse essa força de saber que estou fazendo algo relevante.

6. Uma diferença que percebi em suas obras em relação à algumas obras do Gênero New Adult, é que suas personagens são mulheres fortes e independentes. Você acredita que essa é uma forma de fazer com que mulheres brasileiras se vejam como independentes e tomem controle de sua sexualidade?
Sim, principalmente. Leio alguns livros do gênero e percebo a mulher sempre submissa demais, permissiva demais. Isso me irrita. Procurei criar personagens fortes, geniosas e ideias que muitas de nós temos. Acredito que a história fica muito mais real e interessante desta forma.

 7. Você tem alguma característica em comum com algum de seus personagens?
Sou todos eles, mas não sou nenhum deles. Hahaha Não sei se deu para compreender. Cada um tem uma parte de mim, porém nenhum pode ser chamado de Mila.
(Deu sim, Mila! hahaha)

 8. Como foi escrever um livro onde você mudou completamente a forma como garotos de programa são vistos? Você chegou a ter contato com alguém dessa profissão para tirar ideias para o livro?
Achei bem interessante! As pessoas me perguntam o tempo todo se presenciei uma despedida igual àquela ou tive contato com garotos de programa. hahaha Mas ao contrário do que muita gente pensa, sequer cheguei a pesquisar sobre o assunto. Apenas criei as personalidades e dei asas à imaginação.

 9. Há algo que você considera que Despedida de Solteira e Dominados tem em comum?
São livros eróticos que fazem o leitor refletir. Acredito que a única coisa em comum, além das cenas picantes, seja o fato de o leitor desenvolver a capacidade de questionar sobre diversos assuntos.

 10. Quais atores você escalaria para viver os personagens de suas obras? (Sei que existe uma preferência por Ian Somerhalder  quanto ao Caleb)
O Caleb foi totalmente inspirado no Ian Somerhalder. Desde o início coloquei as características dele, não somente físicas, no Caleb. Foi uma experiência sensacional! Não costumava criar avatares para os meus livros, pois sou apta da boa imaginação, porém acabei fazendo. O meu Henrique de Dominados, por exemplo, foi inspirado no Henry Cavill.

henry cavill e ian somehalder entrevista mila wander

 11. Queria que você contasse um pouco pra nós sobre sua nova obra, Dominados.
É um romance bem profundo, criado para polemizar. Principalmente por causa da protagonista Laura, uma dominatrix orgulhosa, ambiciosa e que não faz questão de ser agradável. Ela e o Henrique estão concorrendo a um alto cargo em uma empresa importante, porém, como ambos são dominadores intensos e altamente desafiadores, a disputa ultrapassa o nível profissional. Eles se veem no meio de um desafio grande, em que vencer significa não se submeter ao outro. A ideia de dois dominadores se desafiando é o ponto principal da trama, trazendo muitas emoções aos leitores.

entrevista mila wander dominados

12. Que reações você espera arrancar de seus leitores através de suas obras?
Poxa, essa pergunta me pegou. Não queria que as pessoas apenas rissem ou chorassem… Apesar de ser ótimo, não é apenas isso o que almejo.  Acredito que espero arrancar uma reação de transformação. Acho que essa é a palavra. Meu desejo é transformar as ideias, e até mesmo as atitudes, das pessoas que leem o que escrevo.

13. Como você costuma responder e se relacionar com seus fãs?
A minha relação com os meus leitores é bem estreita. Faço questão de que seja assim! Qualquer um tem a liberdade de falar comigo quando quiser, sempre respondo. Muitos têm meu whatsapp, facebook pessoal, twitter… Converso com todos que me procuram.

14. Por fim, sinta-se a vontade para deixar um recado aos nossos fãs e muitíssimo obrigada por seu tempo e atenção!
Queria agradecer pelo apoio e atenção! Valeu mesmo! Um beijo para todos vocês que tiveram a paciência de ler tudo! hahaha

Confira as obras de Mila Wander!

entrevista mila wander

 

entrevista mila wander dominados

aeiou mila wander

entrevista mila wander diario de uma cumplice(Lançamento em Julho)

0 thoughts on “Entrevista com Mila Wander

  1. MInha Heroiiina Recifenceeee….
    Que orgulho dizer e um dos livros que eu mais amo reler a autora é da minha terra… <3 amo muito esses livros e sempre que posso releio a emoção é sempre a mesma ou ate melhor…
    Obrigada de maaaaaisss…..

  2. Fala em valorizar os autores nacionais mais quando cita quem poderia interpretar seus personagens só cita gringos coerência agente não ver por aqui.

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